A Mulher do Levita



   O apóstolo Luiz Hermínio disse, certa vez, que todas mulheres na Bíblia trazem uma revelação sobre a Igreja. Ele estava certo. Foi debaixo dessa revelação que o Senhor me fez viajar na história “A Mulher do Levita”.
Em Juízes, capítulo 19, vemos uma história muito triste, de uma mulher que foi violentada por vários homens, e depois despedaçada por seu marido, e distribuída em seus pedaços para cada tribo de Israel. 
Nos detalhes desta narração terrível, Deus trouxe revelação ao meu coração, sobre a Sua Igreja em nossos dias:
Verso 1: “Naquela época não havia rei em Israel”. 
Como o povo de Israel, naqueles dias, temos visto, hoje, muitas igrejas sem o seu verdadeiro “Rei”. Igrejas locais, denominações e assembleias têm tomado decisões, claramente, fora da autoridade e vontade de Jesus. Sobre muitas igrejas locais podemos afirmar: Há muito tempo, Jesus deixou de ser o rei em Israel.
O homem da história é um “levita”, isto é, descendente da tribo de Levi, separada por Deus, para o serviço no templo. Ele representa a religião e a religiosidade, que têm mantido o povo e sua liderança reféns da denominação e tradição, ao ponto de, como nos dias de Jesus, não reconhecerem, odiarem e matarem o próprio Messias, quando lhe foi enviado. A religião cega. 
A concubina era de “Belém”, que significa “Casa do Pão”. Representa as coisas pequenas e simples (Mt 2.6), e a cidade de Jesus. Belém é o remanescente de Judá e da Igreja. O lugar em que nasceu do Céu, o pão da vida (Jo 6.48).
Esta mulher quis se separar do levita, isto é, deixar a religião (tradição) e voltar para Belém, casa de seu pai. Um simbolismo do desejo da Igreja, de voltar para Deus e a essência do Evangelho de Jesus.
Mas houve uma disputa por ela, entre o seu pai (Deus) e o seu esposo levita (tradição), e ela partiu de volta com o seu marido (tradição). 
Ela deixou a abundância da vida no Espírito, que havia na casa do Pai, e escolheu a religião, tradição e denominação.
Isto nos revela como a religião e a tradição religiosa nos prende. A religiosidade não quer nos deixar ir à Casa do nosso Pai, onde há abundância de pão. 
Há uma batalha entre duas vontades dentro de muitos de nós, e nas estruturas estabelecidas pela religião: o relacionamento com o Pai, o sobrenatural e inesperado, livre de horários e conceitos, ou os rituais seguros e organizados, mas vazios da religião.
O levita e a mulher pararam para pousar em Gibeá de Benjamim. Gibeá era uma cidade da tribo de Benjamim, que representa o rei Saul. O rei que lutou com todas as forças para matar Davi.
Gibeá representa hoje a “Casa de Saul”, a liderança que quer matar e impedir que prevaleça a “Casa de Davi”, casa de intimidade e relacionamento com Deus, casa do sobrenatural, espontâneo e livre Evangelho da Graça. 
Em Gibeá, o casal foi hospedado por um homem da tribo de “Efraim”. Efraim significa no original “terra fértil, que multiplica”. Este é o plano de Deus para a mulher “Igreja”, que quer Belém, a Casa do Pão em sua vida: Multiplicação!
Do verso 22 ao 26 a história ficou horrível: Homens de Gibeá passaram a noite violentando a mulher. Deus me mostrou o ódio dos demônios, que sem trégua continuam atacando a Igreja, que deseja a intimidade do Pai e viver o verdadeiro evangelho de Jesus.
A mulher morreu e o levita a encontrou de manhã, do lado de fora, junto à porta da sala. Ele a levou para casa, a cortou em pedaços, e distribuiu entre todas as tribos de Israel (vs. 29).
Esta mulher morta e despedaçada representa a Igreja remanescente, que está se deixando crucificar por Jesus. É a Igreja que se entrega, renuncia tudo o que tem, e se deixa crucificar pelos seus perseguidores e pelos perdidos na religião.
Onde chegaram os pedaços desta mulher, se levantou um exército para fazer justiça. Glória a Deus! Assim é que Deus está agindo, levantando de um povo crucificado a Casa de Davi, formando um só exército com os anjos do Céu!
Os homens se levantaram! Houve um juízo de Deus sobre aqueles homens maus. Mas, no final da história, você vê a oportunidade que Deus deu à Gibeá, de se reerguer, tomar novas mulheres para si e gerar novos filhos, em um tempo de restauração (Jz 21).
Deus ama a Igreja. Odeia o pecado, que está nela, mas a ama de todo coração. Ele estenderá a Sua Misericórdia sobre muitos, que não entenderão o mover de avivamento, que Ele está para derramar sobre a Igreja crucificada e despedaçada por amor a Jesus.
Você é a Casa de Davi ou tem se levantado contra o sobrenatural e profético, que tem vindo sobre a Igreja?
Você é a Igreja Crucificada, despedaçada por amor a Jesus, ou está entre os perseguidores, que como Saulo (At 9), demorou para entender, o mover de Cristo?
Venha ser a Igreja de Jesus, com fome e sede do Pai, que vive o Evangelho verdadeiro na vida sobrenatural do Nosso Senhor Jesus!

PALAVRA DO DIA
Romanos 8. 36, 37: “Como está escrito: “Por amor de ti somos entregues à morte todos os dias; fomos considerados como ovelhas para o matadouro”.
Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.

MINHA ORAÇÃO
Senhor, quebra em mim todo poder da religiosidade, da tradição e da denominação. Livra-me das estruturas religiosas que engessam a minha vida espiritual e me impedem de voar mais alto. Eu quero ser livre, e quero o sobrenatural e espontâneo evangelho da graça. Aviva-me, oh Deus, e me conduz à Casa do Pão. Amém.

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